sábado, 2 de outubro de 2010

La Guerra parte II

Quando realmente acordo eu estou cheio de queimaduras de segundo grau pelo corpo e varias escoriações. Percebo que estou amarado em x, ao olhar para os meus pés, estou num tanque de água até os tornozelos. Tenho um fio conectado nas minhas partes inferiores (sexuais) e outro no peito. Pequenos pedaços de fio de cobre estão cravados em baixo das unhas.
A sala é escura com cheiro de musgo e podridão, acho que me encontro num dos túneis de acesso a cidade. Na pouca luz que tenho consigo ver, mesmo tonto, acho que foi o que influenciou ver coisas tão estranhas.
Vejo dois homens gigantescos com roupas do exercito russo, um lobo estupidamente (3.4 m) grande e um homem de bengala. O homem de bengala estava a usar roupas típicas da região, sua bengala tina o cabo em forma de um logo e toda trabalhada em ferro e ouro. O lobo falava com os 'grandões' em uma língua nunca ouvida antes (bem, acho que enlouqueci, animais não falam). Eles pereciam estar discutindo algo, porque um dos grandões começou a bater no outro e o 'aleijado' interferiu de forma fantástica. Ele deu uma pesada no chão que fez os dois caírem.
- Como esta o filho do cegueta - fala o homem de bengala.
- Esta melhor dos danos causados pela explosão podemos começar a interrogá-lo – não se fala ou rosna o lobo.
Eles adentram na sala e colocam uma luz forte no meu rosto me encandeando.
Escuto um motor ser ligado e passos em minha direção. Um dos soldados russos começa o interrogatório.
- Qual o plano de entrada e quantos meios-sangues estão com vc's.
-
Não sei o que vc esta falando e mesmo que soubesse não diria nada, sua escorria. Cuspo na cara dele.
Em seguida escuto um zumbido, uma dor intensa percorre o meu corpo. Desmaio até que uma água gelada cai sobre mim e escuto:
- Quanto mais vc negar ou tentar ludibriar este interrogatório pior ficará para ti, o árabe bate a bengala na parede, de imediato viro o rosto na direção do som e noto que a parede é oca.
- Vc fede crria bastarrda, seu pai é muito burrro não lhe rreconhecer logo cedo, fazendo meu trrabalho ficarr mais fácil. Vou engoli-lo numa só morrdida. O bafo do lobo me deixa nauseado, e caio na água.
- Ligue a chave
Novamente um zunido e uma dor profunda.
Caso vc's que estão a ler se perguntem como não morri já que estava na água, bem sou filho do grande ODIN e ele devia esta me abençoando, já que meus bagos e peito estavam sendo fritos. Gente isto doí pacas, aos que estão lendo e foram presos pelo exercito na ditadura no Brasil o pau de arara é comparável, caso eles inventassem de jogar golfe com suas bolas.
Este interrogatório durou semanas, mais não falei nada. Até que o lobo me mordeu e eu senti uma dor tão profunda que parecia estilhaçar minha alma. Eles me levaram para uma cela, meu braço estava negro, devido à necrose que se alastrava por todo o corpo. A febre parecia que nunca iria acabar.
Durante duas semanas, contadas devido a uma fenda na parede que deixava entrar um pouco de luz do sol, a febre ainda não passara, porém melhorara muito. Numa noite de lua cheia, um uivo rasgou a noite e dois corvos pousaram nas grades da cela. Um deles tinha um anel no bico e o deixou cair.

O anel tilintou no chão, fiquei a olhar para os corvos incredulo imaginando se isto era realmente possivel. Derepente eles começaram a gralhar sem parar não sabia o que fazer para eles "fecharem o bico", até que um deles pousou no chão e empurrou o anel. Peguei o anel, possuia uma pedra branca com um simbolo no meio, coloquei-o no dedo.

- vamos garoto acorde, levante seu destino não acaba aqui, MIDIGARD precisa de vc. Naõ acreditei quando ouvi os corvos a falar comigo.

Um deles o mais alto e forte (provavelmente o mais velho) voou até a freta e bicou-a incesantemente até que um brilho forte adentrou na sala e seguida veio um estrondo, as paredes cairam em chamas e um Lobo branco estava a me encarar.

- vamos filhote temos que acabar com as crias malditas. O também sabia falar fiquei confuso, mais decidir ir com os animais eles me tiraram da prisão e me encamaram a uma equipe de busca que estava a minha procura.

Ao avistar os soldados a vista ficou turva e a terra começou a girar.




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